terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Carta Aberta ao Governador Sérgio Cabral



Exmo. Sr. Sérgio Cabral:



Eu e a esmagadora maioria da população brasileira nunca tivemos "uma namoradinha que precisou abortar".

Não justifique seus atos abomináveis através da generalização dos mesmos.

Não ponha palavras em nossa boca.

Defenda suas crenças pessoais através de fatos e dados, nunca através da manipulação retórica e então verá que elas não passam de uma vontade pessoal, fruto da mais absoluta ignorancia, pois fatos não há, nem dados, que justifiquem mais uma dobra na moral (já tão combalida!) da legislação desse país.

Tenha a decencia de tratar desse assunto com o devido respeito de quem poderia ter sido um abortado a uma hora dessas, se legislação houvesse à época de seu nascimento.

Não queira jamais trazer para si o peso da responsabilidade de ter sido um dos signatários de tamanha bestialidade para com o ser humano.

Não queira jamais trazer sobre si o sangue de vidas inocentes, fruto da sua ignorancia e superficialidade ao lidar com tão grave assunto.

No mais, lembre-se que o mesmo DEUS que lhe deu um trono sobre o estado do Rio de Janeiro, pode tirar-lhe, não só o trono, mas a alegria de viver, em função de seus atos abomináveis à frente do governo, pois seu juízo já é mais pesado por ocupar o cargo que ocupa e agir com tamanha frouxidão moral e espiritual.

Se é que ainda frequenta igrejas e missas, tire proveito dessa iniciativa e pergunte ao seu padre qual deveria ser o seu papel como cristão, diante dessa questão e tente ser minimamente coerente com a sua propaganda eleitoral, que divulga sua imagem tão contrita e devota diante dAquele que verdadeiramente criou o céu e a terra.

Em Cristo,

Robson Lelles

3 comentários:

Francisco Araújo Netto disse...

Nobre Laguardia, paz... Parabéns pelo blog e também por esta linda mensagem. Tomara que realmente atinja o objetivo e que também os filhos de Deus tenham esta consciência...

Att.,
http://wwwteologiavivaeeficaz.blogspot.com/

Profº Netto, F. A.

Ricardo Froes disse...

A essas alturas, a tal namoradinha de Sergio Cabral que engravidou e abortou deve estar muito feliz por ter evitado que de seu ventre nascesse o filho de um canalha. Se ela cometeu um crime já foi perdoada pelos homens, se um pecado, por Deus.

Ricardo Froes disse...

Aliás, já está mesmo na hora de revermos essa Lei do Aborto. Eu proponho que ele seja obrigatório no caso das mulheres dos políticos e das mulheres políticas que engravidarem. Uma espécie de eugenia profilática.