quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Visão do Leitor


Ricardo Froes disse...
Laguardia:

Muito embora as minhas posições quanto ao aborto e o homossexualismo sejam um pouco mais liberais que as suas, considero ambos os temas preocupantes se forem tratados na base do “liberou geral”.

Sem compromissos religiosos, a minha abordagem tende a ser essencialmente objetiva em ambos os casos. O aborto é complicado, trata-se de vidas e do que são vidas em um jogo complicado que envolve consciências e decisões graves. Ainda merece muito estudo, atenção, seriedade e isenção.

Falar do homossexualismo é mais simples. Por princípio eu sou contra qualquer coisa que seja anti-natural, e o homossexualismo o é, muito embora eu defenda o direito de qualquer um de usar seu corpo como bem entender. O que me preocupa não é a pederastia ou o lesbianismo em si, mas sim o comportamento histriônico e imoral de determinados grupos que, a pretexto de se afirmarem socialmente, se julgam no direito de cometer toda a sorte de obscenidades em público.

O problema é que hoje está ocorrendo uma séria inversão de valores. De acordo com uma lei recente, não sei se municipal, estadual ou federal, agora é crime até chamar a atenção de pares do mesmo sexo que estejam trocando carícias em qualquer lugar público. O problema é que, se um casal normal, macho e fêmea, fizerem o mesmo, corre o risco de ser acusado de atentado ao pudor.

Ainda neste domingo que passou, em um restaurante aqui no Rio, um pai, escandalizado com duas bibas que se apalpavam e se beijavam, à mesa ao lado da sua, onde ele, a esposa e o filho de dez anos almoçavam, revoltou-se e largou um sopapo na cara de uma delas, provavelmente após alguns pedidos não atendidos para que parassem com a esfregação e a troca de cuspe. Confesso que faria – e já fiz – a mesma coisa. Com quatro filhos e um neto, sempre morador de Ipanema, o paraíso gay, pode-se imaginar o que eu já passei para livrá-los dessas visões dantescas.

Tais situações a cada dia se multiplicam exatamente pelo status excepcional que tanto a Justiça quanto parte da sociedade quer dar a homens e mulheres biológicamente iguais a nós, mas que pleiteiam privilégios inaceitáveis apenas por terem um comportamento imoral. É um absurdo.

Sob o aspecto prático, legalizar-se uma união ou casamento gay é igualmente absurdo. Primeiro que “casal”, em todas as línguas, é definido como um “par formado por macho e fêmea”. Fora isso, já imaginaram o prejuízo que vai ter o já falido INSS com essa nova leva de dependentes que vão receber pensões?

Não é piada não! Se os estimados 10% da população, que são homossexuais, resolverem se casar, o INSS explode!

Em tudo e por tudo, essa hipervalorização da imagem do homossexual como ser superior, sensível e que merece mais atençao e privilégios do que nós, os “normais” é totalmente equivocada e injusta. É como diz Reinaldo Azevedo: a minoria que mais sofre hoje é a do homem de classe média, branco, cristão e heterossexual. A nossa.

P.S.: Embora ateu, eu me incluo nos cristãos sim, porque não renego os valores responsáveis pela minha formação

2 comentários:

Marc disse...

Endosso o texto de Ricardo Froes de ponta a ponta; não ha nada a acrecentar.

Ricardo Froes disse...

Pois é, foi só eu falar do diabo que apareceu o rabo.

Acabo de ler na coluna do Ancelmo Gois, em O Globo, que Elisabeth Rodrigues de Barros conseguiu o benefício de pensão pela morte de sua "companheira" (marida ou mulher?) Elenice De Castro, que foi servidora do Ministério do Exército.

A juíza Maria Alice Palim Lyard afirmou que a sua decisão inédita não é prevista na Constituição e nem em lei nenhuma, mas que uma "regra" do INSS já prevê pensões no caso de relações homoafetivas.

Ninguém melhor para entender de "regras" do que uma mulher, não é? Mas o que é que tem a ver uma regra do INSS com o Ministério do Exército?

Quando eu digo que esses nossos magistrados são uma piada, vocês não acreditam...