terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Visão do Leitor

Blogger Ricardo Froes disse...

Laguardia: Como não poderia deixar de ser, os efeitos da parada gay de domingo aqui no Rio não foram dos melhores para a turminha do arco-íris. Sobrou um tiro na barriga para um deles que, segundo relato do seu pai, estava “trocando carícias” com um rapaz recém conhecido no evento, no parque Garota de Ipanema, próximo à área militar do Forte de Copacabana. Segundo o relato da vítima baleada, três militares que guardavam a área, dizendo que “viado tem que morrer” e outras pérolas, os ameaçaram para depois jogá-lo ao chão e disparar contra ela (a vítima). Antes de mais nada, uma observação: não há coisa mais exdrúxula do que se manter uma área militar numa das regiões mais bonitas do Rio, entre Ipanema e Copacabana. Eu mesmo, nos tempos da linha dura, já tive um fuzil apontado para mim por estar pegando jacaré (coisas do meu tempo) em local proibido na praia do Diabo. Se a coisa já não fazia sentido na época dos militares, lá pelos anos sessenta e tantos, que dirá agora. Mas voltemos à essa “troca de carícias” entre os rapazes. Já repararam que gays não fazem sexo, mas sim “trocam carícias”? Beira o ridículo usar esse eufemismo para livrar a cara dos homossexuais que, na verdade, estão cometendo crimes de atentado ao pudor, como aparentou ser este caso de domingo, onde várias camisinhas usadas foram encontradas no mesmo local onde o rapaz foi baleado. Eu acho que não preciso dizer que nada justifica uma bala na barriga, a não ser uma legítima defesa. Como não foi esse o caso, quem cometeu o crime tem que pagar por ele. Mas e se nos depoimentos dos envolvidos constar que os jovens estavam realmente fazendo sexo e não só trocando carícias inocentes em lugar público – o que volto a dizer, não é atenuante para o tiro –, como é que fica? Será que eles também vão a julgamento? Agora, imagine você passeando depreocupadamente no parque com seu filho, neto, mulher, marido, ou até mesmo sozinho, dar de cara com a cena dantesca de dois marmanjos “trocando carícias”, o que faria? Dava meia volta? Pediria com educação que parassem o colóquio? Seria enérgico? Partiria para a agressão aos tapas e pontapés? Chamaria a polícia (se tivesse alguma seria bom)? Ou será que pediria licença e proporia uma suruba? Eu pergunto porque a situação já me aconteceu algumas vezes nos Carnavais, tendo eu que atravessar com meus filhos, não um parque, mas ruas de Ipanema entupidas por batalhões de homossexuais depravados a fazerem sexo explícito a céu aberto. Não há sensação pior. Hoje, infelizmente, não é mais só de Carnaval que vive essa depravação no Rio, principalmente Ipanema: ela é diária. Quando for obrigatória eu me mudo de país.

2 comentários:

Bete disse...

Absurdo e desrespeitoso. Por ser um segmento que luta por seus direitos e ideais, acham que podem afrontar a os valores morais e familiares.
Acham que podem atropelar a tudo e a todos sem serem punidos, visto que sentem-se protegidos por leis que a tudo tolera.
Compartilho da sua indignação.
Abraços

Ricardo Froes disse...

Valeu Bete. Nem tudo que brilha é purpurina...