Ricardo Froes disse...Há um pouco de exagero e precipitação em se qualificar Orlando Zapata e outros tantos na mesma situação em heróis que lutaram e lutam para que Cuba seja um país livre.
É perigoso misturar cidadãos que lutam pela sua própria sobrevivência com verdadeiros mártires. Não podemos incorrer no mesmo erro da esquerda, que transforma qualquer vagabundo que tenha sido preso supostamente em nome de uma ideologia em um símbolo de patriotismo.
Antes de definir heróis, eu recomendo uma pesquisa na biografia de Nelson Mandela para todos saberem com quantos paus se faz uma canoa.
Só para deixar bem claro, mesmo que Zapata tenha sido o marginal desqualificado pelo governo cubano - hipótese absolutamente fora de cogitação -, nada justifica o tratamento dado a ele na prisão, com o qual o nosso energúmeno de plantão que ora ocupa a Presidência da República concordou tanto que o acusou de suicídio.
Vamos atacar devagar, mas sem divagar.
O povo cubano está massacrado por uma ditadura cruel há 50 anos. Milhares de cubanos já fugiram do regime de Fidel Castro. Até hoje cubanos arriscam suas vidas em barcos improvisados para conquistarem sua liberdade.
Qualquer opositor ao regime é classificado de traidor e criminoso pelo regime de Fidel Castro.
Só de ficar na ilha e se opor ao regime já é um ato de coragem.
O leitor tem razão ao dizer que possa haver criminosos comuns que alegam motivação política. Foi o que ocorreu com os sequestradores de Abilio Diniz, que alegaram motivação política, e com o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva e o PT foram repatriados para seus respectivos países onde vivem em liberdade.
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